Artigo científico - Dr. Ricardo Mourilhe - Peak oxygen uptake after the 80s as a survival predictor

Nos últimos anos, o envelhecimento da população tem se tornado um fenômeno cada vez mais presente e relevante em todo o mundo. Com isso, surge a necessidade de compreendermos melhor os aspectos relacionados à saúde e longevidade em idades avançadas. Nesse contexto, o consumo máximo de oxigênio (VO2pico) emerge como um marcador crucial de saúde, especialmente em adultos mais velhos, onde sua importância tem sido pouco explorada.

O estudo conduzido pelo Dr. Ricardo Mourilhe Rocha e sua equipe, publicado na European Geriatric Medicine, visa preencher essa lacuna, ao investigar o poder preditivo do VO2pico para a sobrevida em indivíduos com 80 anos ou mais. Confira abaixo um breve resumo do artigo:

Propósito

O consumo máximo de oxigênio (VO2pico) é um marcador de saúde essencial, extensivamente estudado em adultos por seu valor prognóstico. No entanto, sua importância em pessoas mais velhas, especialmente octogenárias, permanece pouco explorada devido à representação limitada em pesquisas. Este estudo tem como objetivo avaliar o poder preditivo do VO2pico para a sobrevida em indivíduos com 80 anos ou mais.

Métodos

Incluímos indivíduos com 80 anos ou mais que foram submetidos a testes de exercício cardiopulmonar em um único centro. As taxas de mortalidade foram comparadas com base no VO2pico em relação a 80% dos valores previstos (% VO2pico). Empregamos três modelos de regressão de Cox multivariada: Modelo 1 (não ajustado), Modelo 2 (ajustado para idade) e Modelo 3 (ajustado para idade e acidente vascular cerebral).

Resultados

Entre 188 participantes (idade média de 83,3 ± 3 anos, 68,9% do sexo masculino), 22 (11,7%) faleceram durante um acompanhamento médio de 494 dias. Os não sobreviventes tendiam a ser mais velhos com VO2pico e % VO2pico mais baixos. Todos os modelos demonstraram associações entre % VO2pico ≤80% e mortalidade: HR=3,19 (IC 95%: 1,30–7,86, p=0,011) para M1; HR=3,12 (IC 95%: 1,26–7,74, p=0,013) para M2 e HR=2,80 (IC 95%: 1,11–7,06, p=0,028) para M3.

Conclusão

No contexto de uma população que envelhece, este estudo destaca a importância duradoura do VO2pico como preditor de sobrevida entre pessoas mais velhas, incluindo octogenárias. Essas descobertas têm profundas implicações para adaptar estratégias de cuidados de saúde para abordar o cenário demográfico em evolução.

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Clinical Oncology câncer de mama

Dados de mundo real em pacientes com câncer de mama

Está disponível online na Revista Clinical Oncology a publicação na qual foram divulgados os resultados da perspectiva do mundo real em pacientes com câncer de mama tratadas no grupo Americas Oncologia.

Uma parcela das pacientes foi acompanhada pela equipe de pesquisa do Instituto Americas, adotando questionários qualidade de vida padronizados internacionalmente (EORTC-QLQ-BR23 e EQ-5D-5L). As pacientes foram convidadas a medir ativamente a percepção sobre seu bem-estar funcional e saúde em um ambiente clínico. Estes resultados foram analisados em conjunto, mostrando quais são os tratamentos que mais afetam a qualidade de vida das pacientes. Além disso, foram reportados dados atualizados de sobrevida das pacientes, conforme cada tipo e estágio do câncer.

A Dra. Mariana Monteiro foi a primeira autora deste estudo, que conta com a participação de médicos do Américas Oncologia e do Grupo de Pesquisa Clínica do Instituto Americas.

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annals of oncology

Sequenciamento do tratamento de câncer de pâncreas metastático

A Dra. Tuane Freitas, oncologista do Americas Oncologia, apresentou na Esmo GI 2022, em Barcelona, trabalho institucional sobre sequenciamento do tratamento de câncer de pâncreas metastático. As informações deste trabalho adicionam informações de mundo real aos dados já publicados sobre a doença. A Dra. Ana Paula Victorino, Diretora Científica do Instituto Americas, foi orientadora e coautora do trabalho, que contou com o apoio do Instituto em toda sua execução.
O artigo completo está disponível no site do periódico médico Annals of Oncology.

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COVID 19

Pacientes oncológicos com diagnóstico de infecção por COVID-19: uma coorte retrospectiva multicêntrica de nove centros oncológicos brasileiros

A infecção pela COVID-19 foi declarada pandêmica em março de 2020. Desde então, vários estudos tentaram correlacionar fatores clínicos com risco de complicações pela COVID-19. No entanto, os pacientes com câncer estão sub-representados nos ensaios clínicos e os resultados variam entre as diferentes coortes. Nosso objetivo é descrever uma coorte de pacientes com câncer e COVID-19.

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Revista câncer de pulmão

Resultados centrados no paciente em câncer de pulmão de células não pequenas: uma perspectiva do mundo real

Está disponível online na Revista Future Medicine, a publicação na qual foram divulgados os resultados da perspectiva do mundo real em paciente com câncer de pulmão de células não pequenas.
A análise realizada pela equipe de pesquisa do Instituto COI adotou questionários padronizados de qualidade de vida. Diante das respostas, os pacientes foram analisados ​​para medir ativamente a percepção dos pacientes sobre seu bem-estar funcional e saúde em um ambiente clínico.

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Infográfico CÂncer de Mama

Infográfico do câncer de mama

O câncer de mama é a neoplasia mais comum em mulheres em todo o mundo. O Instituto COI e o Americas Oncologia realizaram um grande estudo para avaliar as características e o desfecho das pacientes com diagnóstico de câncer de mama no cenário da saúde privada no Brasil. Trata-se do maior estudo nesse campo já realizado e que traz um importante retrato da apresentação e do tratamento comumente aplicado nas nossas pacientes. Fica nítido nesta análise a relevância do diagnóstico precoce, no qual as taxas de cura são extremamente altas, e os tratamentos, menos agressivos e menos custosos.

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Infográfico câncer de pulmão

Infográfico do câncer de pulmão

O câncer de pulmão é a neoplasia mais comum em todo o mundo. Pesquisadores do Instituto COI e do Americas Oncologia participaram de um grande estudo para avaliar a apresentação do câncer de pulmão no Brasil. Trata-se do maior estudo nesse cenário já realizado e que traz uma importante imagem da apresentação e do tratamento comumente aplicado nos nossos pacientes. Fica nítido nesta análise que a demora no diagnóstico é um dos principais desafios a ser enfrentado, assim como o combate ao tabagismo. A pesquisa clínica se mostra uma relevante oportunidade para otimizar o acesso a novos tratamentos.

Confira o infográfico na íntegra.